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sábado, 26 de novembro de 2011

Idosos em Segurança

“Idosos em Segurança” é o nome de uma campanha da GNR e que todos os anos chega a todas as vilas e cidades sob jurisdição desta força policial. O objetivo é que os mais velhos, e respetivas famílias, possam estar conscientes dos riscos que correm e aprendam algumas técnicas que lhes permitam evitar situações em que a sua vida e integridade sejam postas em perigo.

A Guarda Nacional Republicana realça, sobre este projecto, o quão primordial é que as pessoas saibam identificar potenciais situações de perigo e saibam como agir”. É importante lembrar que “os ladrões costumam identificar-se como funcionários da segurança social, dos telefones, dos CTT, das finanças, médicos, ou até como falsos agentes da autoridade”. Os idosos devem perguntar sempre quem é e ao que vem, antes de abrirem a porta, e ter em conta que “ninguém faz cobranças em casa”.
Numa ótica de cumprimento de um serviço público de segurança, a GNR pormenoriza, em folheto informativo, algumas situações que podem influenciar positivamente o resultado das ações dos burlões, caso os visados não estejam conscientes do perigo: “Os burlões, são homens e mulheres geralmente bem vestidos, bem-falantes, simpáticos, com voz calma e afável, que mantêm uma conversa convincente e cativante. Podem apresentar-se como familiares, amigos de familiares ou funcionários da segurança social, dos correios, dos bancos, da água, da luz, dos telefones ou como médicos. Recorde-se que todos os funcionários estão, por norma, bem identificados e normalmente são seus conhecidos. Verifique, sempre, o nome e fotografia. Em caso de dúvida, não os deixe entrar em casa. Como amigos de familiares, pedem dinheiro para o familiar da vítima que está longe, alegando que este precisa de ajuda. Geralmente dizem os nomes e as moradas, correctas, dos familiares para dar credibilidade à situação”.

Importa também que os idosos “evitem andar com objectos valiosos à vista, que não tenham muito dinheiro ou valores em casa, a nunca fornecer dados confidenciais a estranhos e a não falar sobre a vida dos vizinhos com estranhos”. Essas poderão ser informações bastante importantes e que poderão ser utilizadas para concretizar uma burla.
Preocupada com esta população «mais idosa, vulnerável e muitas vezes com vergonha de denunciar» o crime, a GNR voltou a organizar sessões de sensibilização em vários espaços públicos e através da comunicação social. Nos pontos mais isolados, onde não é possível juntar a população, os militares fizeram, à semelhança do ano passado, uma abordagem porta-a-porta, num contacto mais directo.
Fonte: Jornalista E. S.

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